Uma nova campanha publicitária está provocando a ira nos brasileiros: a das lojas Marisa. Antes fosse o terrível fracasso e piada pública como virou "os Guardiões", do Guaraná Antártica, a nova campanha da loja de vestuário está causando revolta entre os telespectadores, que roem dentes sempre que vêem o logo rosa em horário nobre, e são obrigados a verem Carolina Dieckmann e outras mulheres de destaque na mídia elogiando a loja. A campanha é feita em pequenos episódios, em que as atrizes contracenam em uma conversa descontraída, como no episódio a seguir:
Incoerentemente, a loja prova ter um público completamente diferente das atrizes globais. No depoimento a seguir, uma consumidora demonstra sua revolta e prova o verdadeiro intento da cadeia varejista:
"uma conhecida foi na loja marisa de madureira... queria comprar um casaco... mas ela não estava com dinheiro para comprar a vista. Então ofereceram um cartão da loja para ela, ela aceitou a fazer.
Depois de fazer todo o cadastro eles falaram para ela que ela não poderia ter o cadastro, pq ela tinha mais a renda dela era ACIMA do perfil das pessoas que pedem o cartão...
ISTO É UM ABSURDO!!!"
De fato, a campanha trilha o mesmo fracasso da série dos Guardiões, como já dito, e pode inclusive ter o mesmo destino, como visível na notícia a seguir:
":: Gafe publicitária 04/09/2009
Uma ação de marketing viral da AmBev pegou muito mal para a fabricante de bebidas. Um dos episódios de “Os guardiões”, uma série para promover a marca Guaraná Antártica, despertou a ira de internautas e donos de lan house por colocar no enredo falhas de segurança em cybercafés. No YouTube, a ação gerou pelo menos 100 comentários indignados. A empresa garante que as lan houses voltarão nos próximos episódios, mas com uma imagem positiva."
A falsidade das atrizes é tamanha que está despertando raiva entre todos do meio publicitário e artístico. Entretanto, obviamente, a campanha não mostra a exploração do outro lado da publicidade descaradamente forjada. Os funcionários dessa cadeia são explorados de forma semelhante às criancinhas da Nike indochinesas. "Bom eu trabalhei quatro anos nesta prissão quer dizer nesta loja (174 e 515) e sinceramente não sei como aguentei tanto tempo, é horrível trabalhar lá mas parece uma tribo de indio onde tem um monte de chefes gerentes que não reconhecem seu trabalho é só exploração não sei como está hoje, mas em 1999 a 2003 não tinhamos nem um convenio médico decente, quando sai de lá estava no ultimo ano da Facul, durante 2 anos não vi nenhuma perspectiva para subir de cargo, pois para isso não tem que estudar basta puxar o saco da gerente e da supervisora. Bom esse foi meu desabafo, pois tenho trauma até de passar próxima da loja pois as más recordações vem atonas, porém as colegas do dia a dia cultivo até hoje pois tudo que aguentei foi com a ajuda delas."
Pergunto: Além do fracasso publicitário, podemos fazer algo além do descontentamento para derrubar esse império e seus sustentáculos malditos da exploração? Sim! Convoco a presença de todos nas Lojas Marisa, com tochas e inchadas para desmantelar arara por arara dessa infâmia! E que não se tolere mais essas pérolas de mal gosto da publicidade brasileira.


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